Comissão de Meio Ambiente debate coleta seletiva em Guarapari

 Comissão de Meio Ambiente debate coleta seletiva em Guarapari

A coleta seletiva foi discutida na reunião da Comissão de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, realizada nesta terça-feira (30). A reunião contou com a presença da secretária municipal de Meio Ambiente e Agricultura, Thereza Christina Barros; do secretário adjunto de Meio Ambiente e Agricultura, David Arpini; do vereador Sandro Bigossi (PDT) e da presidente da Famonpong, Lúcia Novaes. Também estiveram presentes a presidente da Colônia de Pescadores, Marcilene Carneiro Chagas Belo, mais conhecida como Pretinha, a voluntária da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (Asscarmag) Jadir Emilia Gegeheimer, alguns associados e professores e estudantes do 9º ano da Escola Municipal Cândida Soares.

Para Jadir Emilia o município deveria realizar um contrato de prestação de serviço com a Asscarmag.Atualmente, a coleta seletiva do município é realizada pela Asscarmag. Segundo Jadir Emilia, a associação é composta por 13 trabalhadores que arrecadam em média de 23 mil quilos de material reciclável por mês. Porém, eles enfrentam dificuldades como a falta de equipamentos de proteção e um único caminhão para trabalhar. “No mês de março só conseguimos coletar 9.500 quilos porque o caminhão do município ficou quebrado metade do mês. Antes eram dois só que o nosso quebrou e agora só temos um caminhão. Falta um contrato de prestação de serviço porque com ele a gente teria condições de arcar com todas as despesas e ainda iria sobrar a renda para o catador. Em Anchieta, por exemplo, o catador recebe entre R$ 1800,00 a R$ 2 mil porque eles recebem pela venda e pelo contrato. Em Guarapari eles só recebem o que vendem”, relatou a voluntária.  

Segundo a secretária Thereza Christina, o município já iniciou um chamamento público e a empresa contratada para dar destinação ao lixo terá que fazer coleta seletiva.A secretária de Meio Ambiente afirmou que o município já abriu um chamamento público para contratar uma nova empresa para dar destinação ao lixo produzido na cidade e que a coleta seletiva deverá ser realizada pela empresa contratada. “A Asscarmag tem uma contribuição social muito grande. O trabalho que eles desenvolvem é importantíssimo para Guarapari. Só que eles precisam gerir aquilo como uma empresa. Nós não podemos pensar em uma situação de amadorismo. Será que eles do jeito que estão ali tem condições de gerir a questão da coleta seletiva e fazer o que se pretende? Nós temos que pensar pela sustentabilidade da situação”, disse Thereza Christina.

O presidente da Comissão, vereador Thiago Paterlini (MDB), revelou que a Comissão irá fazer uma representação junto ao Ministério Público cobrando o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta firmado em 2015 entre os municípios de Vila Velha, Guarapari e Vitória e o fornecimento dos equipamentos para os trabalhadores da Asscarmag. “Já que eles estão dando para o município esse trabalho de forma voluntária, o município tem que dar uma contrapartida para eles que é o equipamento de proteção individual e o caminhão para recolher o lixo”, enfatizou o parlamentar.

Thiago ressaltou que a Lei Federal 12.305 e o Plano Municipal de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos não estão sendo cumpridos, já que a coleta seletiva não foi amplamente difundida na cidade. “A separação do lixo é responsabilidade de todos, mas o município precisa provocar e fomentar essas políticas públicas”, disse o presidente da Comissão.

A Comissão solicitou que as secretarias de Meio e de Educação façam um plano de trabalho em parceria com a Codeg e apresentem um diagnóstico informando quantas toneladas de lixo são selecionadas atualmente e o quanto se pretende avanças nos próximos anos. “Sabemos que se este lixo não for selecionado, vai ser pago por tonelada para a CTRVV e isso vai trazer custos ao município. E uma vez que ele é selecionado, há uma melhoria ambiental e uma economicidade para o município”, afirmou Thiago.

Ainda na reunião, a Comissão também foi informada que o município implantou uma placa no Canal delimitando uma área para embarque e desembarque dos barcos pesqueiros, atendendo a solicitação da Comissão realizada na reunião do dia 26 de março. Porém, o local não está de acordo com a necessidade dos pescadores, por isso, a Comissão irá junto com um representante da Colônia e da Secretaria de Meio Ambiente definir uma nova área. A presença de um fiscal no local também foi cobrada pela Comissão de Meio Ambiente.

 

 

Rafaela Patrício - Assessora de Comunicação Câmara Municipal de Guarapari/ES

Data de Publicação: quinta-feira, 02 de maio de 2019

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