Pedido de vista adia votação do orçamento na Câmara

A votação do orçamento do município, que estava prevista para ser votada na 62º sessão ordinária, realizada nesta quinta-feira (10), foi adiada. O motivo foi o pedido de vista do vereador Oziel de Souza (PSC), que foi aceito por unanimidade pelos demais parlamentares.

Oziel explicou que todo parlamentar tem o direito de fazer uma análise do projeto e como não faz parte da Comissão de Economia e Finanças seu pedido de vista foi para apreciação dos demais vereadores e acabou sendo aceito por unanimidade. “Tenho dois dias para fazer essa análise. Estamos falando de um dos projetos mais importantes do município, que em tese deveria trazer todos os anseios da sociedade.Nós já fizemos, em outra ocasião, um crédito especial ao prefeito para que ele cumprisse todas as necessidades do município. O que não ocorreu. A gente viu muitos gastos  que não vão trazer nenhum benefício para a população”, afirmou o vereador.

O parlamentar disse ainda que a Câmara pretende reduzir a suplementação orçamentária de 30% para 5%. “Há uma análise de que esta suplementação possa gerar em torno de 5%, o que daria um tempo em torno de 30 dias para que ele desenvolvesse seus projetos. Necessitando de alguma outra suplementação esta Casa prontamente analisará e não terá dificuldade alguma de votar, desde que se justifique. Essa história de cheque em branco não existe mais. O parlamento agora caminha na direção que deve caminhar”.

O presidente da Comissão de Economia e Finanças, vereador Marcos Grijó (PDT) explicou que a Comissão corrigiu as distorções do orçamento em cinco dias e que o prazo para isto era de até dez dias, mas outros questionamentos precisam ser feitos. “Nós fizemos algumas análises e esta estipulado que R$ 6 milhões é para o pagamento de precatórios e nãos os R$ 13 milhões como eles colocaram. Esta é uma coisa que iríamos questionar nesta sessão”, disse Grijó.

O vereador salientou que o adiamento da votação do orçamento não atrapalha o município a cumprir com seus compromissos, como vem sendo dito pela prefeitura. “Para 1/12 avos ele tem dinheiro e o funcionário pode ter a tranquilidade de receber. Mas, é claro que, às vezes, o Executivo age de má-fé e aí quer colocar mais uma vez o parlamento contra o funcionalismo público”.

Grijó também criticou a compra dos dois banheiros químicos de mais de R$ 150 mil pelo município e afirmou que pretende abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. “A ideia é abrir uma CPI. Qualquer evento que passe de 300 pessoas um banheiro para homem e um para mulher vai dar conta? A lei de eventos estipula uma quantia muito maior. A municipalidade não tem que neste momento de dificuldade financeira, como ele mesmo fala que a cidade não tem dinheiro para várias ações, comprar banheiro com ar condicionado. Isso não é gestão pública”, finalizou o presidente da Comissão de Economia e Finanças.

Rafaela Patrício - Assessora de Comunicação Câmara Municipal de Guarapari/ES

Data de Publicação: quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

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